Solomon Alanth

Burocrata e ex-Joalheiro de Baldur's Gate

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Bio:

Meu nome é Solomon Alanth, filho de Aramon. Nascido e criado em Baldur’s Gate, onde fui joalheiro e comerciante. Fabriquei e cunhei peças para reis, nobres e quem pudesse pagar meu preço, em todos os cantos de Faerûn. Estórias afirmavam que nossa família descendia de dragões dourados, por esse motivo nossa habilidade seria tão primorosa; já eu, acredito que éramos apenas perfeccionistas demais – a obsessão pela perfeição sempre foi nossa maior ferramenta de trabalho.

Eram comuns convites para bailes e jantares, alguns clientes achavam que não se podia pagar ouro com ouro, tão somente. Um destes clientes foi o gentil Garamond dos Ar-Tel-Quessir, que encomendou uma diadema de pedras solares – presente de aniversário para sua filha caçula. Como de praxe, recebi um convite para o grande evento. Eu que na época tinha apenas 23 anos e um espírito incansável, aceitei-o prontamente, afinal, seria uma noite como qualquer outra. Foi então que vi a mais bela de todas as coisas belas deste mundo, o nome dela era Mahreen. Nos casamos no mesmo ano e a amizade com Garamond se consolidou.

O Despertar

Alguns meses se passaram, a vida era tranquila. Até que alguns distúrbios começaram a acontecer comigo: lapsos de calor e sudorese, fortes dores de cabeça. O sono já era raro, e a qualidade cada vez pior – os pesadelos se tornaram constantes. Comecei a pensar que estava muito doente… eu não podia morrer tão jovem. Então, fui ao norte, onde procurei os melhores médicos do continente. Acabei conhecendo um velho mago chamado Andu’il, que me disse que todos estes sinais apontavam para o despertar de meu sangue mágico, e que eu me tornaria um feiticeiro. Logo ri, pois não sabia sequer um fajuto truque de cartas, quem dirá produzir magia com as mãos, sem sequer estudar as artes mágicas.
Rumei a Baldur’s Gate aliviado, talvez um dia eu tivesse algum tempo para me dedicar ao estudo da magia, mas infelizmente precisava retomar meus trabalhos, afinal, já estava há muitas semanas fora e os negócios não andam sozinhos. A saudade já não cabia em meu peito, precisava ver Mahreen, seu bom-humor constante, sua pele de bronze. Ela tinha o aroma de tortas de maçã e canela, recém tiradas do forno. Por Corellon, eu amava essa mulher.
Cheguei apressado. Quanto mais próximo de minha oficina, maior era a sensação de frio na barriga, talvez Mahreen tenha preparado um delicioso jantar para me receber? Talvez até uma festa com nossos amigos… era uma mulher cheia de surpresas. Chegando à nossa rua, vi um pequeno tumulto no que parecia ser a frente de nossa casa/oficina.

Ao passar pelos guardas e alguns curiosos, meu coração parou de bater. Vi minha oficina em pedaços, peças e encomendas roubadas, corri. Na porta de nossa casa (que ficava nos fundos) vi Garamond, minhas cunhadas e alguns amigos nossos, todos abraçados e chorando – comecei a sentir minhas pernas amolecerem aos poucos. Garamond correu até mim, abraçou-me com força, enquanto tentava impedir minha entrada junto com os outros.
De alguma forma, o tempo parou e consegui entrar, passando por todos. Subi as escadas, já sem fôlego. Meu deus… Minha Mahreen deitada em nossa cama, com um punhal atravessado no coração, nem mesmo o a morte tirou sua beleza. Na parede, escrito em sangue: “Aberrações”. Abri minha gaveta de cabeceira e achei uma carta, não selada, onde Mahreen contava sobre os dias de minha ausência, sobre como as coisas estavam indo na oficina. Passei os olhos pela carta e, no cantinho do verso um rabisco que continha a frase: “acho que espero seu primeiro dragãozinho dourado.”
Nesse momento, meu coração parou novamente… o sentimento de vazio e tristeza, foram substituídos por ódio e descontrole. Peguei o corpo de Mahreen, e decidi dar um fim em minha própria vida, talvez os deuses tivessem piedade de nossas almas. Em um grito desesperado de horror e fúria, imolei-me em chamas numa explosão de fogo e destruição. Em minutos, transformei tudo o que amava em cinzas.
Ao ver que as chamas não me atingiam, corri para longe…

O Exílio

Corri até meus pés sangrarem, corri até não ter mais lágrimas para chorar. Entrei nas florestas de Cloak Wood onde procurei abrigo do sol. Rezei para Corellon Lorethian para que acalmasse meu coração e desse um pouco de misericórdia para meu espírito agredido. De repente, relembrei os bons momentos de nossa curta vida juntos, enquanto um raio de sol penetrava a mata fechada e atingia meu rosto, senti paz e caí em sono profundo.
Os anos se passaram e eu, fui aprendendo a domar meus instintos, agora, meus cabelos e barba assumiam o aspecto argenteo, minhas mãos produziam magicamente minha vontade. A solidão tornara meus dias cada vez mais doloridos, eis que decidi por retirar uma parcela de meu espírito e dar forma a um companheiro, como uma consciência viva… nunca mais me senti só. Foi então que em uma noite, acabei tendo um sonho peculiar: eu era um corvo que sobrevoava sobre Baldur’s Gate. Ouvia vozes gentis e era guiado até elas. Reconheci uma das vozes como a de Garamond, ele dizia que a cidade sofria de um mal potente, e que eu deveria voltar para que a alma de Mahreen pudesse encontrar o caminho da paz.
p. Pensei neste sonho por semanas, já não me sentia mais tranquilo. Era evidente que as feridas do passado seriam reabertas e assim, eu teria que confrontar meus demônios. Após 17 anos, resolvi retornar a Baldur’s Gate.

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A Redenção

Foi uma longa, solitária e dolorosa caminhada de volta – fui constantemente bombardeado por pensamentos diversos, até chegar à cidade. Como imaginei, os guardas não me reconheceram e não autorizaram minha entrada. No entanto, conhecia um pequeno atalho, uma antiga passagem de mercadorias que abasteciam o bairro mercante. Poucas coisas mudaram.
Procurei por um amigo que morava próximo à minha oficina, fui até sua casa e, por sorte, ele ainda morava lá. Quando me viu, deve ter achado que era apenas um mendigo e acabou por ignorar-me. Fiz vigília em frente de sua casa, até que saiu. Quando passou próximo a mim, arregalou os olhos e disparou: “tens os olhos de um amigo muito querido, que já não está mais entre nós.”. Eu retruquei: “e se este amigo ainda estivesse entre nós, Taryel?”. Suas feições mudaram.
Após uma longa conversa, rimos e choramos juntos, Taryel agora era um mago que trabalhava para o reino. Disse que retomaria minha vida aos poucos, mas que como fui dado como morto no trágico episódio do incêndio na joalheria, meus bens tinham sido retidos e minhas riquezas destinadas aos cofres da cidade. Logo, as notícias sobre meu retorno começaram a se espalhar e, concomitantemente as suspeitas sobre a autoria da tragédia.
Fui interrogado, acabei confessando tudo. Quando achei que seria preso e executado, recebi uma proposta inusitada, um senador chamado Portyr enviou-me uma mensagem dizendo que teria interesse em me oferecer um cargo no conselho mágico da cidade. Acabei aceitando. Recebi uma nova casa e um novo trabalho, seria essa a oportunidade de curar as feridas do passado?

Não sei… mas ainda, pacientemente, observo.

Solomon Alanth

Aventuras nos Reinos Esquecidos ruben_braccini