Irtak

Druida do Sol e da Lua

Description:

Raça: Elfo do Sol
Classe: Druida / Mago
Divindade: Selûne
Idade: 36 anos
Altura: 1,68m
Peso: 56Kg

Bio:

“Se estiver sozinho e com medo na escuridão, olhe para o céu. Cada estrela é a imagem brilhante de Selûne olhando por nós”
As palavras da minha mãe estão enfraquecendo em minha memória, mas estas lembranças me mantém são. Talvez seja hora de admitir que o plano falhou e fugir. Todos os escolhidos de Selûne já foram mortos, menos eu. A missão era se infiltrar no culto à deusa Malar, descobrir o que estavam planejando e dedurar sua posição para os patrulheiros do círculo, mas eles nunca vieram. Todas as noites eu me sinto sozinho e com medo. Se fecho os olhos, eu vejo novamente meus amigos sendo massacrados, torturados e despedaçados em meio a rituais de magia negra e preces à deusa da caça. Os cultistas são homens loucos que pensam que sua deusa irá lhes garantir a dádiva da licantropia. Ou seria maldição? Para sobreviver, preciso fingir todos os dias que sou louco. Mas até quando será fingimento?
Eu tive que fazer coisas terríveis, que Selûne me perdoe. Tive de participar dos massacres e rituais, beber sangue de bestas e de homens. Isto me mudou. O culto me mudou. Mas é preciso resistir, olhar para as estrelas e dormir sob a proteção da deusa da lua. Hora de sonhar com tempos melhores.

Como antigamente. Enquanto eu crescia, eu era bom. Eu gostava dos seres indefesos, dos animais frágeis e doentes. Alguns druidas diziam que a morte é o caminho correto quando uma criatura tem uma deficiência, mas eu nunca me importei. Eu podia protegê-los.

Depois dos sonhos da noite, retornam os pesadelos do culto. Todos os dias, ao acordar, me deparo com as bestas me olhando. As bestas de Malar, dizem os cultistas, bestas metamorfas enviadas pela deusa para auxiliar a sua causa. O olhar maligno daquelas criaturas me mostra que elas sabem que eu não pertenço a este lugar, exceto uma delas. Talvez eu esteja enlouquecendo, mas uma das bestas, menor do que as outras, me mostra um olhar de compaixão.

Os cultistas estão me ensinando magia arcana. Me sinto sujo usando, mas não parece haver mal inerente a ela.

Descobri para onde o culto está se movendo. Para as chamadas “werewoods”, pois há outro culto escondido dentro da cidade de Baldur’s Gate. Os cultistas acreditam que eu seja um deles. Talvez haja uma esperança. Só preciso conseguir avisar os patrulheiros. Sinto que a criatura pode me ajudar, sinto que afinal aquela não é uma besta de Malar, e sim uma besta de Selûne, é minha única chance. Uma simples magia pode levar a mensagem através da besta. Tem que dar certo.

A besta se foi. Sinto falta do seu olhar pela manhã.

Os cultistas foram emboscados pelos patrulheiros do círculo. Meu tormento parece ter finalmente chegado ao fim. A besta não voltou com eles, mas eu sinto uma estranha conexão com ela. Sei que ela está por perto.

Revelei aos patrulheiros que existe outro culto em Baldur’s Gate, mas eles parecem não se importar desde que eles fiquem na cidade. Eu me importo. Todos os servos de Malar devem pagar.

Resolvi viajar para Baldur’s Gate. A besta me acompanha nas sombras. Desta vez não me infiltrarei no culto. Irei descobrir sua localização e buscarei ajuda para destruí-los.

Irtak

Aventuras nos Reinos Esquecidos Artur_Richter